domingo, 1 de abril de 2007

Up-side Down

Algo me diz que minha tendência anti populismo é perigosa. Isso no sentido de que extremos são sempre errados.

Reconheço que sempre deve haver um equilíbrio entre poderes. Reconheço que a "lei do mais forte" com a simples justificativa na seleção natural é uma corruptela de valores, moldado por quem quer manter seu poder.

Aqui ainda reconheço que o governo deve sim normalizar e fiscalizar essas relações, equacionando tais valores e garantindo a equidade.

Também o trabalhador deve organizar-se para que, em troca de sua força de trabalho - física e mental - obtenha o preço justo, e que o empregador busque progresso e lucro sem exploração aviltante da dignidade humana. E para tanto constituir representantes com força de negociação, e pedir sempre mais visando um meio termo adequado.

E ainda, se não houver disposição para acordos, utilizar sua arma mais letal - a paralisação. Uma greve lembra ao patrão do quão frágil pode ser sua estrutura, de como a tecnologia depende dos operadores, planejadores, apoiadores e afins. E para os casos omissos sempre há a justiça, poder constituído para equilibrar sem ver.

Agora, arma política, baderna, chantagem e coação nunca serão valores que eu possa aceitar. Fazer toda uma população sofrer para a vantagem de poucos. Exigir mudança em regras que aceitaram obedecer.

Pior ainda quando valores militares básicos não quebrados. Por mais que não estejamos em um estado de guerra (a despeito da violência), insubordinação não pode ser tolerado, ou não deveria.

Desmilitarizem e liberem seus salários então. Privatize-se com garantia apenas dos direitos consolidados. O mercado agradecerá, e a competência será a garantia e "a porta a serventia da casa".

2 comentários:

dZ disse...

Eu realmente queria que essa confusão toda fosse apenas "primeiro de abril".

Angel disse...

Paralização me lembra a epoca de colegio:"Volta pra casa que não tem aula, os professores estão em greve..." E depois da-lhe aula aos sabados...


Mas emfim, acomodação é o pior mal do ser humano